Como é morar no Rio Grande do Sul? Conheça mais sobre o RS

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Como é morar no Rio Grande do Sul? Conheça mais sobre o RS

16 de julho de 2018 Blog 1
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Como é morar no Rio Grande do Sul?

Com identidade cultural diversa, herdada de povos colonizadores, o Rio Grande do Sul é um dos principais destinos turísticos do sul do Brasil

Do litoral a fronteira oeste do Rio Grande do Sul, do Chuí até as missões, passando pela serra gaúcha, prestigiada nacionalmente, o estado oferece roteiros com belas paisagens, arquitetura renomada e gastronomia de qualidade.

História do RS

A história do Rio Grande do Sul começa antes de 1500, data oficial da descoberta do Brasil. Passa por disputas entre portugueses e espanhóis pelo sul da américa nos séculos 16 e 17, guerras para definir fronteiras territoriais do Brasil com os países vizinhos, conflitos políticos pelo poder no Brasil império até a república, e pela imigração de alemães e italianos, especialmente, que consolidaram a identidade da população. Ao longo de seus quase quatro primeiros séculos de história, os gaúchos estiveram envolvidos em guerras na defesa do território brasileiro, na maioria das vezes com os seus habitantes transformados em soldados, via de regra sem soldo regular.

Habitada inicialmente por índios Charrua/Minuano, Guarani e Kaingang, o território do Rio Grande do Sul passou a pertencer à Espanha com o tratado de tordesilhas, em 1494, que estabeleceu os limites com Portugal. A exploração econômica e a possibilidade de escravização dos indígenas atraiu a atenção dos colonizadores europeus, e, ao mesmo tempo, provocou o envio de jesuítas espanhóis para converter os nativos.

A constituição do território se fundamenta em 1680 por necessidade da coroa portuguesa em socorrer sua praça meridional, a Colônia do Sacramento, às margens do rio da Prata, que enfrentava investidas de tropas espanholas. Foram os jesuítas em meados de 1682 que fundaram a primeira cidade do Rio Grande do Sul: São Francisco de Borja, a atual São Borja.

Com a consolidação do poderio lusitano no século 17, o então Rio Grande de São Pedro se estabelece como província em 1796. Pouco depois, em 1809, são criados os municípios de Rio Grande, Rio Pardo, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre – à época, a economia da província se baseava nas charqueadas (produção de carne salgada).



Imigração

Em 1824, os primeiros imigrantes alemães chegam à região, a maioria deles lavradores que receberam pequenos lotes de terra ao longo do vale dos sinos e encosta da serra. Junto com os estrangeiros, surgem novas dinâmicas econômicas na agricultura, comércio e indústria, rompendo a bovinocultura predominante.

O ano de 1875 marca a chegada dos primeiros imigrantes italianos às regiões de Bento Gonçalves e Garibaldi. Por lá, passaram a se dedicar a atividades como artesanato, extração de madeira e vitivinicultura. O desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul está diretamente ligado à contribuição de trabalho dos imigrantes europeus.

Guerra dos Farrapos

Celebrada até hoje como orgulho dos gaúchos, a Revolução Farroupilha foi um levante de rebeldes republicanos em 1835 em reivindicação às taxas extorsivas cobradas pelo império pela produção de charque, erva-mate e couro. A partir de 1821, a coroa passou a cobrar impostos pesados sobre os produtos rio-grandenses, beneficiando as mesmas matérias-primas dos concorrentes platinos. Depois de 10 anos de combates e quase 50 mil mortes estimadas, o conflito teve fim com a assinatura do Tratado de Poncho Verde, em 1845.

População

O Rio Grande do Sul é o 5º maior estado do Brasil, com extensão territorial de 281.730,2 km², ocupando mais de 3% do território brasileiro. Dividido em 497 municípios, possui 11,3 milhões de habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que corresponde a 6% da população nacional. O volume populacional fica atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. A densidade demográfica é de 39,8 habitantes/km². A capital, Porto Alegre, é o município mais populoso com 1,4 milhão de pessoas.

Sistemas naturais

Possuímos uma das redes hidrográficas com maior disponibilidade de água do Brasil, com densa malha hidrográfica superficial, dividida em três grandes bacias: a do Uruguai, que drena cerca de 57% da área total do Rio Grande do Sul; a do Guaíba, 30%; e a Litorânea, abrangendo cerca de 13% do território.

O estado possui grandes reservas de água subterrânea, dentre elas, o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água subsuperficial do mundo, abrigando cerca de 18% do total de sua área no RS.

Regiões em desenvolvimento

Também é dividido em 28 regiões definidas como Conselhos Regionais de Desenvolvimento, os populares Coredes, criados em 1994. Assim foram determinadas para promover o desenvolvimento regional e sustentável, integrando recursos e ações de governo nas localidades para uma distribuição mais equilibrada das riquezas. A regionalização serve como referência para o planejamento e elaboração do Plano Plurianual e Orçamento do Estado.



Clima

Conhecido pelas baixas temperaturas, o Rio Grande do Sul registra mudanças climáticas nos últimos anos. As variações entre estações ao longo do ano não são mais tão previsíveis. Antes, temperaturas baixas, de 10°C a negativas, até máximas de 40°C no verão eram registradas.

O clima é do tipo subtropical úmido com verões quentes e uma pequena área, localizada na região nordeste, em altitudes mais elevadas, com verões amenos. A média anual varia entre 14°C e 22°C. Bem distribuída ao longo do ano, a precipitação pluviométrica acumula anuais que variam de 1.000 milímetros a mais de 2.000 milímetros. As chuvas são cada vez mais concentradas em um curto espaço de tempo, intercaladas com períodos de estiagem.

Economia e desenvolvimento

A economia gaúcha é bastante diversificada, com grande tradição na exportação, tendo como base a agricultura, a pecuária e a indústria. O Produto Interno Bruto (PIB) acumula 2,1% no primeiro semestre de 2017, considerado positivo no cenário de recessão nacional. O setor responsável pelo desempenho foi a agricultura, atividade mais destacada no Estado, que cresceu 11,7%. Apesar de baixa de -0,7% na indústria, os setores de serviços e comércio totalizaram 0,3% e 1,3%, respectivamente.

Baseado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH/PNUD), o RS possui seu próprio indicador para avaliar o desenvolvimento dos municípios em educação, saúde e renda: o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese). Entre as cidades com melhores indicadores estão Carlos Barbosa, Nova Bassano, Água Santa, Três Arroios, Aratiba, Nova Araçá, Garibaldi, Veranópolis, Horizontina e Bento Gonçalves.

Símbolos

Bandeira

bandeira do rio grande do sul

Fontes literárias indicam que a Bandeira do Rio Grande do Sul é originária da época da Guerra dos Farrapos, em 1835, mas sem o brasão de armas até então. Sua autoria é controversa: enquanto alguns apontam Bernardo Pires, outros falam em José Mariano de Mattos. Algumas de suas características são de evidente inspiração maçônica, como as duas colunas que ladeiam o losango invertido, idênticas às encontradas em todos os templos maçônicos.

Foi adotada como símbolo oficial do Estado logo nos primeiros anos da república, sendo promulgada pela Constituição Estadual em 14 de julho de 1891. No entanto, nenhuma lei posterior foi criada regulamentando seu uso ou descrição.

Durante o Estado Novo (1937 a 1946), Getúlio Vargas suspendeu o uso dos símbolos estaduais e municipais, incluindo bandeiras e brasões. O restabelecimento viria somente em 5 de janeiro de 1966 pela lei nº 5.213.

Brasão

brasão do rio grande do sul

Lema

Sabe-se que tanto o lema – LiberdadeIgualdade e Humanidade  quanto os símbolos estão diretamente ligados ao Positivismo. À época, a elite gaúcha militar e política, em sua maioria, era ligada à Religião da Humanidade, como também era conhecido o Positivismo de Auguste Comte. A colocação do termo Humanidade coube a Júlio de Castilhos, governador do Rio Grande do Sul e autor da sua constituição, que era considerado um grande seguidor das ideias do filósofo francês.

Hino

O Hino Rio-Grandense que hoje é cantado possui uma história bastante peculiar. A partir de sua criação, muitas controvérsias se apresentaram no caminho até o formato atual. Existe o registro de três letras para a composição, desde os tempos do decênio heroico (como também se conhece a Revolução Farroupilha) até agora. Num espaço de tempo de quase um século, as três letras diferentes foram utilizadas até que uma comissão abalizada definisse o formato final.

Letra

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro 
o precursor da liberdade.

Estribilho: 
Mostremos valor, constância,
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas 
De modelo a toda terra,
De modelo a toda terra.
Sirvam nossas façanhas 
De modelo a toda terra.

Mas não basta pra ser livre 
ser forte, aguerrido e bravo, 
povo que não tem virtude 
acaba por ser escravo.

Estribilho: 
Mostremos valor, constância, 
Nesta ímpia e injusta guerra, 
Sirvam nossas façanhas 
De modelo a toda terra,
De modelo a toda terra.
Sirvam nossas façanhas 
De modelo a toda terra.

Fonte: Cerimonial do Palácio Piratini

Ouça o hino:

Mas e como é morar no Rio Grande do Sul?

O bairrismo do povo gaúcho as vezes parece uma característica arrogante e prepotente mas tem suas justificativas. O fato é que grande parte das pessoas que vivem no Rio Grande do Sul não desejam ir embora daqui.

Nossa capital Porto Alegre é uma cidade que possui diversidade e quantidade de pessoas, mercados, opções de lazer e entretenimento e educação. No interior, temos cidades para todos os gostos.

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Veja como essa diversidade de municípios se distribui:

  • Cidades litorâneas como: Torres, Rio Grande, Capão da Canoa e Tramandaí
  • Cidades serranas como: Gramado, Canela, Nova Petrópolis e Bento Gonçalves
  • Cidades militares como: Santa Maria, Canoas e São Gabriel
  • Cidades de fronteira como: Uruguaiana, Santana do Livramento e Itaqui
  • Cidades pequenas como: Triunfo, Horizontina, Terra de Areia e Santo Antônio da Patrulha
  • Cidades médias como: Cachoeirinha, Bagé, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Lajeado
  • Cidades grandes como: Porto Alegre, Pelotas, Canoas e Caxias do Sul

Além dessa variedade econômica e geográfica, a variedade cultural também é rica e oferece atrativos para pessoas de todo o Brasil e do mundo. As festas do nosso interior são gigantescas e muito populares.

As principais festas do RS são:

  • Expointer
  • Festa da UVA
  • Octoberfest
  • Fenadoce
  • Festa do peixe
  • Rodeio Internacional de Vacaria
  • Planeta Atlântida
  • Universo Alegria
  • Natal Luz

Emprego

O Rio Grande do Sul também possui diversidade de oportunidades de emprego. Essa diversidade se dá devido a variedade cultural, geográfica e econômica do estado.

Saiba um pouco mais sobre a distribuição de vagas do estado. Fonte: FIERGS



Conclusão

Como você pôde ler em nosso post, o Rio Grande do Sul possui muitos atrativos para oferecer aos seus habitantes. Se você gostou do nosso conteúdo, compartilhe nas suias redes sociais.

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Um comentário

  1. […] você deve conseguir um relatório recente de qualidade da água com relativa facilidade. No Rio Grande do Sul há fornecimento público de água pela CORSAN em nível estadual e pelo DMAE na capital Porto […]

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